Meu filho não quer ir com o pai, o que devo fazer?

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Meu filho não quer ir com o pai, o que devo fazer?

Mensagempor Anita Luz » Ter Out 28, 2008 1:37 pm

Entrei na justiça para regularizar as visitas do pai ao filho, porque inconformado com a separação ele usou nosso filho para me ameaçar, dizia que iria sumir com a criança e queria fazer as visitas do jeito dele.
O Juiz determinou um período de visitas na minha presença, pois como ele não comparecia as visitas regularmente a criança não o reconhecia e só depois deste período ele poderia retirar a criança da minha casa e ficar com ele aos finais de semana, porém ele não fez o vinculo com a criança e toda vez que ele aparece meu filho chora muito e não quer ficar com ele, hoje meu filho está com 1 ano e 8 meses, e agora ele quer levar meu filho mesmo com a criança chorando e não querendo ir.
É angustiante para uma mãe ver seu filho sendo tirado do seu colo aos prantos...o pai da criança mora longe da minha casa e meu filho nunca teve contato nenhum com a familia dele, a minha dúvida é: devo deixar ele levar a criança mesmo nessas situações?
Eu tenho a guarda da criança e ele não ajuda financeiramente em nada, eu trabalho e procuro dar o de melhor para o meu filho, porém o pai da criança só quer leva-lo para as visitas apenas para me atingir, pois se ele amasse o filho ele teria comparecido em todas as visitas determinadas pelo juiz.
Por favor, responda a minha pergunta se possível, como devo proceder diante da situação de ver meu filho sendo tirado de casa aos prantos pelo pai?

Aguardo resposta.
Grata
Anita Luz
 
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por » Ter Out 28, 2008 3:17 pm

 

Mensagempor paula_2006 » Ter Out 28, 2008 3:17 pm

Como estão acordadas essas visitas? Ele já pode retirá-la de casa?

Em caso afirmativo, acho que você pode peticionar para que o período de visita acompanhado seja estendido.

Eu não suportaria ver meu filho chorando para sair com o pai. Aliás, eu não deixaria ele ir desse jeito, sinceramente.

Graças a Deus, meu filho vai feliz e contente e tem dias que não quer voltar para casa....rsrsrsr
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Mensagempor robspalermo » Ter Out 28, 2008 7:06 pm

Você poderia sugerir que ele levasse uma babá. Alguém de confiança do seu filho. Você tem alguém? Ele teria que entender que seria uma maneira para ele poder se aproximar do filho sem precisar da sua participação e você poderia ficar mais tranqüila, pois seu filho não iria chorando. Beijos, Roberta
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Mensagempor Anita Luz » Qua Out 29, 2008 8:38 am

Cara Roberta
Infelizmente com o pai da criança é "oito ou oitenta" ele não sabe conversar e sempre que tendo um diálogo ele vem me atacando dizendo que eu estou querendo tirar o filho dele...
Até fui orientada pelo advogado a arrumar testemunhas que comprovassem o comportamento da criança, fiz isso na primeira vez que ele tentou levar nosso filho e o resultado não foi muito bom, ele saiu da minha casa furioso, ofendeu a mim e toda minha família, foi um horror.
Agora ele está ameaçando entrar com pedido de guarda compartilhada se eu não deixar ele levar a criança.
Roberta estou desesperada inclusive porque conheço o comportamento agressivo do pai e tenho medo da reação dele na próxima visita.
Preciso de uma orientação urgente!!!
Obrigada pela ajuda.
Anita Luz
 
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Mensagempor Lívia Barcellos » Qua Out 29, 2008 9:53 am

Anita,

Sob alguns aspectos, discordo de algumas respostas.
Minha filha, quando tinha 1ano e 8 meses, também relutava e chorava muito ao ir com o pai, mas mesmo assim eu a mandava, pois aos poucos os laços afetivos estavam sendo firmados. Depois de algumas idas aos prantos e soluços, ela começou apenas a recalmar um pouco e hoje em dia vai feliz da vida.
Quanto à guarda compartilhada, seria bom esclarecer a ele que ela não dá apenas direitos e sim muitos deveres, inclusive financeiros (dividir o pagamento de escola, plano de saúde, alimentos, remédios etc.). Ele vai ter que participar da educação do filho, frequentar as reuniões de escola, ir a consultas médicas (nada disso tem que ser necessáriamente com você junto - salvo as reuniões escolares. Vocês podem alternar o restante). E mesmo o convívio dele com o filho não será como ele bem entender. Muitas vezes o convívo é estipulado pelo juíz da mesma maneira que a guarda monoparental.
Acho interessante a sugestão de mandar uma babá com a criança. Isso vai gerar mais segurança no seu filho quando for com o pai.
E veja também se não há um pouco de mágoa de sua parte em relação ao pai. A reação dele pode ter sido explosiva apenas porque não está podendo estar com o filho. Tente entender o porque de ele não ter ido às visitas anteriores (talvez ele estivesse fugindo de um contato com você).
E nada é motivo de impedir que ele agora queira estar com a criança e manter um convívio saudável.
O pai da minha também ficou 1 ano sem dar as caras. Teve lá os seus motivos, e mesmo que eu não concorde, entendi. E depois de um tempo ele quis conviver e aos poucos a coisa fluiu. Demorou, houve muitos choros, soluços, agarramentos, mas fluiu. E devo confessar que em algumas vezes, bastava o carro virar a esquina que ela para de dar show.

Espero estar ajudando.

Boa sorte

Lívia.
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Mensagempor Mama Mia » Qua Out 29, 2008 9:57 am

Cara Anita,
Estou escrevendo pq sua situação é muito parecida com a minha (tenho um tópico neste fórum datado de 13 de outubro sob o título"2 perguntas: HELP URGENTE" - caso vc queira ler).
O que posso lhe dizer, é que apesar de te entender como mãe, sobre o tipo de sentimento que vc tem quando diz que corta seu coração ver seu bebê chorando, e sobre o comportamento agressivo do pai... apesar de tudo isso, o melhor é agir sob a estrita orientação do seu advogado.
Falo isso pq no meu caso, meu filho tbém não deseja ver o pai (devido justamente o que vc comentou, distanciamento, falta de interesse do pai por anos, etc.), porém o pai dele me acusa de IMPEDIR O DIREITO DE VISITAS. E mais. Em sua última petição o pai pede EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO AO MINISTÉRIO PÚBLICO CRIMINAL PARA APURAÇÃO DE CRIME DE DESOBEDIÊNCIA DA GENITORA, sendo que por incrível que possa parecer - O PAI É QUE NÃO APARECE PARA VISITÁ-LO e assim mesmo lança estas inverdades.
Portanto, consulte seu advogado pois seu filho é muito bebê ainda, e procure se cercar de provas, sei lá... grave conversas, filme as atitudes dele e da criança.
De resto é pedir a Deus e torcer pela JUSTIÇA no real sentido da palavra, pois como eu já disse antes nesse fórum, existem sim muitas mulheres vingativas que usam os filhos para se vingar de um ex-relacionamento usando os próprios filhos. Porém o contrário tbém é comum: homens violentos e vingativos que usam do direito que poucos pais bem intencionados lutaram para adquirir, atingindo somente as crianças, seu próprios filhos nesse jogo de ódio!
Força - estarei torcendo por vc!
Mama Mia
 
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Mensagempor Anita Luz » Qua Out 29, 2008 10:21 am

paula_2006 escreveu:Como estão acordadas essas visitas? Ele já pode retirá-la de casa?

Em caso afirmativo, acho que você pode peticionar para que o período de visita acompanhado seja estendido.

Eu não suportaria ver meu filho chorando para sair com o pai. Aliás, eu não deixaria ele ir desse jeito, sinceramente.

Graças a Deus, meu filho vai feliz e contente e tem dias que não quer voltar para casa....rsrsrsr



Sim Paula, ele já pode retirá-lo de casa.
Pensei em pedir petição para o prolongamento do período, porém alguns fatores como a falta de dinheiro para pagar o advogado e tmb medo pela reação do pai não entrei com o pedido.
É muito difícil mesmo ver seu filho chorando e não poder fazer nada...
Anita Luz
 
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Mensagempor Anita Luz » Qua Out 29, 2008 10:30 am

ldbarcellos escreveu:Anita,

Sob alguns aspectos, discordo de algumas respostas.
Minha filha, quando tinha 1ano e 8 meses, também relutava e chorava muito ao ir com o pai, mas mesmo assim eu a mandava, pois aos poucos os laços afetivos estavam sendo firmados. Depois de algumas idas aos prantos e soluços, ela começou apenas a recalmar um pouco e hoje em dia vai feliz da vida.
Quanto à guarda compartilhada, seria bom esclarecer a ele que ela não dá apenas direitos e sim muitos deveres, inclusive financeiros (dividir o pagamento de escola, plano de saúde, alimentos, remédios etc.). Ele vai ter que participar da educação do filho, frequentar as reuniões de escola, ir a consultas médicas (nada disso tem que ser necessáriamente com você junto - salvo as reuniões escolares. Vocês podem alternar o restante). E mesmo o convívio dele com o filho não será como ele bem entender. Muitas vezes o convívo é estipulado pelo juíz da mesma maneira que a guarda monoparental.
Acho interessante a sugestão de mandar uma babá com a criança. Isso vai gerar mais segurança no seu filho quando for com o pai.
E veja também se não há um pouco de mágoa de sua parte em relação ao pai. A reação dele pode ter sido explosiva apenas porque não está podendo estar com o filho. Tente entender o porque de ele não ter ido às visitas anteriores (talvez ele estivesse fugindo de um contato com você).
E nada é motivo de impedir que ele agora queira estar com a criança e manter um convívio saudável.
O pai da minha também ficou 1 ano sem dar as caras. Teve lá os seus motivos, e mesmo que eu não concorde, entendi. E depois de um tempo ele quis conviver e aos poucos a coisa fluiu. Demorou, houve muitos choros, soluços, agarramentos, mas fluiu. E devo confessar que em algumas vezes, bastava o carro virar a esquina que ela para de dar show.

Espero estar ajudando.

Boa sorte

Lívia.



Cara Lívia
Ele já deve estar orientado em relação a guarda compartilhada, mas como eu disse, ele faz as coisas para me atingir e também é muito impulsivo, claro que temos mágoa um do outro pelo fato de como as coisas foram acontecendo, mas deixei bem claro pra ele que não deveriamos usar nosso filho para resolver nossos problemas.
Quando tento ter uma "amizade" com ele justamente para não haver problemas em relação ao nosso filho ele confunde as coisas e já pede uma reconciliação, e quando ele se dá conta que eu realmente não quero mais nada com ele aí começa a me infernizar de novo e colocando outra vez a questão das visitas no meio da conversa.
Não estou querendo me fazer de vitima, mas ele é realmente uma pessoa muito difícil de se lidar...
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Mensagempor neliaf_freitas » Qua Out 29, 2008 5:01 pm

Se houver o mínimo de boa vontade de ambas as partes, vocês podem combinar que ele comece pegando a filha durante algumas horas pra um passeio curto, aos poucos vai aumentando o tempo, não acredito que o pai iria de alguma forma, fazer algo que machuque a filha, ele vai fazer o melhor possível.

Acho sempre que o melhor caminho é que os pais decidam a vida do filho, imagine um estranho julgando e tomando as decisões sobre a vida de sua filha? Converse com ele, mesmo tendo situações chatas, as vezes vale a pena engolir um sapo boi e manter a paz ao redor dos filhos, aos poucos ele se cura tambem, te esquece e vai viver a vida dele e terá mantido os laços com o filho.
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Mensagempor robspalermo » Qua Out 29, 2008 7:59 pm

Apesar de não tratá-la bem, de não ceder, ele é um pai cuidadoso? Não tem problem aele levar a criança chorando, desde que ele saiba como lidar com isso em seguida. Se isso você souber que ele fará, será o suficiente para te passar segurança. Se ele não aceita o que você fala, tem alguém de confiança dele que pudesse sugerir a dica de uma babá nos primeiros encontros? Beijos, Roberta
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Visitação do Filhos, casos e casos

Mensagempor Marcio Melo » Qua Ago 04, 2010 1:15 am

Boa noite!

Pesquisei na net e cheguei até esse site, gostaria de colocar um ponto de vista real, uma opnião masculina. Bom, hoje finalmente consegui na audiência de Separação, o Divórcio direto pela nova lei e ter o direito a visitação, semana que vem vai ser dia dos pais e já estou prevendo, de alguma forma fará com que os filhos não queiram sair comigo. No meu caso vou dizer algumas coisas para levar em consideração e pensar: meus filhos sempre adoraram visitar a avó e dormir, choravam para não voltar, hoje moro com a minha mãe(a avó); a Ex. desliga o celular, ou troca o chip e nem informa; na decisão da pensão alimentícia inventou uma moradia em outro lugar, mais nessa decisão de hoje pedi para registrar onde irei pegar e deixar meus filhos. Uma ótima mãe uma pessoa estudada, nível superior, pedagoga formada, onde desejo que ela seja muito feliz. Tive muita paciência em evitar confrontos em relação a visitação, sou muito da paz, e sempre vou ser, esperei por um pouco mais de um ano e finalmente agora tenho o direito oficializado a visitação, no momento em que comecei a pagar a pensão já tinha pedido para regularizar e me foi indeferido, pois a Ex assim desejou, algumas vezes fui até a residência da Ex com a minha mãe e apenas conseguia ver as crianças na frente da casa, um clima super ruin, e nas últimas vezes já vinha me dizendo que as crianças não queriam ir. Ninguém casa pensando em um dia separar, temos o direito de querer ser feliz, nessa busca os filhos devem sair ganhando. Apenas reflitam, e analizem, como o meu filho mais velho de 14 anos que sempre adorou jogar play com o tio meu irmão casula, chorava muito para dormir na casa da avó e minha filha de 8 anos que sempre pedia para sair comigo, durante esse tempo deixaram de querer passear, se divertir e serem felizes. Espero que a minha previsão esteja redondamente enganada, mas, tudo me leva acreditar que apesar de toda minha paciência de esperar pela decisão tardia da justiça, possam os vínculos ter sido afetados contra a vontade dos menores e agora o que fazer??? será que existe algo previsto para essas condições, a unica coisa que pensei foi pesquisar na net, postar minhas memórias, achar algum amparo legal, pois, segui as leis que me levaram a essas condições, talvez, precise ainda de assistência social e ou psicóloga via judicial, sei que tem algumas leis novas, como revelar essas "verdades", complicado né... cada um tem o seu lado da "versão" isso é apenas um breve resumo, existem casos e casos....

http://www.iniciantejoomla.com/

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Re: Meu filho não quer ir com o pai, o que devo fazer?

Mensagempor robspalermo » Qua Ago 04, 2010 10:52 am

Esse problema ainda permanece? Por que o pai não ajuda financeiramente? Ficou estipulado o valor de pensão? vc é responsável pelo seu filho e se o pai não ajuda, vc deve resolver essa questão. Só que isso não tem nada a ver com os dias de convivência. Acho importante que o pai conviva e crie mesmo uma rotina. A criança acostumará. Só que o pai precisaria deixar a mágoa de lado e entender que precisa cativar a criança para poder levá-la. Se ele não aceitar fazer uma transição, teria uma pessoa que pudesse ir junto por um tempo? Ele aceitaria que fosse uma babá, sua irmã, ou ele poderia trazer a irmã dele ou alguém que o acompanhasse, uma figura materna para essa fase? Percebo em várias famílias que o pai já tem namorada que essa ajuda facilita para a criança se adaptar a convivência com o pai quando não foi formado um vínculo anterior. Mas é fato que esse pai tem que conviver com a criança. Resolvam essa questão! Beijos, Roberta
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Re: Visitação do Filhos, casos e casos

Mensagempor robspalermo » Qua Ago 04, 2010 10:55 am

No caso dessa mãe, estamos falando de um bebê que não formou vínculo com o pai. No seu caso, a mãe criou situações que influenciaram na vida dos filhos e atrapalhou o convívio. Muito cruel. Roberta

[quote="Marcio Melo"]Boa noite!

Pesquisei na net e cheguei até esse site, gostaria de colocar um ponto de vista real, uma opnião masculina. Bom, hoje finalmente consegui na audiência de Separação, o Divórcio direto pela nova lei e ter o direito a visitação, semana que vem vai ser dia dos pais e já estou prevendo, de alguma forma fará com que os filhos não queiram sair comigo. No meu caso vou dizer algumas coisas para levar em consideração e pensar: meus filhos sempre adoraram visitar a avó e dormir, choravam para não voltar, hoje moro com a minha mãe(a avó); a Ex. desliga o celular, ou troca o chip e nem informa; na decisão da pensão alimentícia inventou uma moradia em outro lugar, mais nessa decisão de hoje pedi para registrar onde irei pegar e deixar meus filhos. Uma ótima mãe uma pessoa estudada, nível superior, pedagoga formada, onde desejo que ela seja muito feliz. Tive muita paciência em evitar confrontos em relação a visitação, sou muito da paz, e sempre vou ser, esperei por um pouco mais de um ano e finalmente agora tenho o direito oficializado a visitação, no momento em que comecei a pagar a pensão já tinha pedido para regularizar e me foi indeferido, pois a Ex assim desejou, algumas vezes fui até a residência da Ex com a minha mãe e apenas conseguia ver as crianças na frente da casa, um clima super ruin, e nas últimas vezes já vinha me dizendo que as crianças não queriam ir. Ninguém casa pensando em um dia separar, temos o direito de querer ser feliz, nessa busca os filhos devem sair ganhando. Apenas reflitam, e analizem, como o meu filho mais velho de 14 anos que sempre adorou jogar play com o tio meu irmão casula, chorava muito para dormir na casa da avó e minha filha de 8 anos que sempre pedia para sair comigo, durante esse tempo deixaram de querer passear, se divertir e serem felizes. Espero que a minha previsão esteja redondamente enganada, mas, tudo me leva acreditar que apesar de toda minha paciência de esperar pela decisão tardia da justiça, possam os vínculos ter sido afetados contra a vontade dos menores e agora o que fazer??? será que existe algo previsto para essas condições, a unica coisa que pensei foi pesquisar na net, postar minhas memórias, achar algum amparo legal, pois, segui as leis que me levaram a essas condições, talvez, precise ainda de assistência social e ou psicóloga via judicial, sei que tem algumas leis novas, como revelar essas "verdades", complicado né... cada um tem o seu lado da "versão" isso é apenas um breve resumo, existem casos e casos....

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Meu filho não qur ir com o pai..o q fazer?

Mensagempor renato lopes » Sex Ago 06, 2010 9:32 pm

Olá Anita

Sei exatamente o que vc está sentindo. A minha experiência é parecida, apenas uma diferença sou PAI.
Sofri mto ao ver meu filho saindo de minha casa aos gritos, segurando-se nas grades de saída da casa, clamando por mim e pelos avós, para que não fosse, ficava no mais alto nível de stress que uma criança pode chegar. O vínculo não havia sido construído por ela, digo a genitora que se intitula "mãe".
Ao levar meu filho para convivência, eu ligava para saber como ele estava, ele dizia que já estava bem e brincando c outras crianças da sua família.
Eu só o enviava porque mesmo o juiz já sabendo de todo o seu proceder, como péssima mãe, o juiz não tirou o direito dela de visitas, então se eu não o deixasse ir estaria descumprindo a determinação judicial.
No começo ela vinha de 15 em 15 dias, queria mostrar interesse ao juiz, aos poucos foi espassando, 30/30 dias...2 em 2 meses...e passou a vir de 3 em 3 meses, sem avisar para que preparássemos a criança para este momento, não avisava q não viria e nem qdo vinha.
Resolvi gravar porque o juiz ficou inensível a minha queixa.
Ele foi aos gritos umas 4 vezes, na última vez dei uma de louco e não deixei levar. Ela disse q era um direito dela, eu disse q acima do dela estava o do meu filho, disse q era uma violência contra ele, busquei apoio no Conselheiro Tutelar de plantão, me apoiou, me orientou a não deixar levar naquelas condições, meu filho havia até vomitado, tamanho o stress, assumi as consequências. Resultado acho q era tudo q ela queria sumiu, faz 2 anos q não vem ver o filho. Nesse interim houve a audiência, e só neste dia foi mostrado ao juiz como a criança fica ( o filme q fiz), ele ficou passado, como uma criança poderia reagir assim...com a própria "mãe". Bom, ela se fez de coitadinha que é a pobrezinha que não pode viajar, moro a 200 km dela, o juiz entrou na dela se compadeceu e determinou a mim que leve meu filho a cada 3 meses para passar o final de samana c a dita cuja e sua "família" (esta nunca ligou em 4 anos p saber do neto, sobrinho...), além dela continuar c o direito de 15em 15 dias pegar no sábado e devolver na 2ª, como ela recorreu isso ainda não aconteceu, só agora foi publicado, ainda demora + um pouco.
Onde quero chegar...mesmo sabendo que terei despesas para levar até ela, por minha conta, além do desgaste e outros contra tempos, sabendo que sua ausência é mais desenteresse do qualquer outra coisa, acho melhor por não ter que assistir meu filho partir chorando. Penso que é importante para ele regularizar este contato, para que o vínculo seja estabelecido, para que tenha desenvolvimento saudável e futuramente eu não seja cobrado de nada. Se lá na frente eu sentir que está havendo prejuízo p ele, volto a buscar seus direitos na justiça, para que algo seja feito para mudar o que ficou estabelecido.
Então pergunto, será que vc não poderia levar seu filho até ele ao invés dele levar, talvez se sentirá mais seguro. E estrategicamente vc se retira no momento oportuno, deixando-o bem, para vc ficar bem tb.
Desculpe se me estendi muito.

Boa sorte, estamos juntos.

Renato
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